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PAINEL – Producing Transmedia Experiences: Stories in a cross-platform world

In painéis on 11/12/2009 by futuresofog Marcado: , , ,

Este painel tinha o objetivo de discutir os limites e as tensões que emergem à medida que as produções transmedia  começam a surgir em todos os lugares e a ganhar volume.

Moderador: Jason Mittell – Middlebury College
Mesa: Brian Clark – Partner and CEO, GMD Studios; Michael Monello– Co-Founder & Creative Director, Campfire; Derek Johnson – University of North Texas; Victoria Jaye – Acting Head of Fiction & Entertainment Multiplatform Commissioning, BBC; Patricia Handschiegel – Serial Entrepeneur, Founder of Stylediary.net

[DMIGNANI] Este painel baseou-se na apresentação do Henry Jenkins, portanto, os comentários feitos abaixo.

[TAMBAROTTI] A representante da BBC deu uma visão mais aberta sobre o conceito. Disse que transmídia é a solução para se contar (e evoluir) a mesma história em plataformas diferentes. Simples assim.

Fez também uma observação interessante. Diferentemente do que se possa concluir sobre os exemplos mostrados, todos absolutamente cool (Lost, True Blood, The Wire, Blade Runner), casos de transmídia podem fazer um baita sucesso com a mais mundana das obras – e deu o exemplo de uma novela (soap opera), seu maior case na rede britânica.

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Keynote 1: Henry Jenkins – Revenge of the Origami: 5 (7) Key Principles of Transmedia Entertainment

In henryjenkins on 07/12/2009 by futuresofog Marcado: , , ,

PAINEL 1, sexta, 9 às 10 am.
Henry Jenkins – Provost’s Professor of Communication, Journalism and Cinematic Arts, USC

Henry Jenkins fez as honras da casa e foi o primeiro a falar. O velhinho gente boa explorou conceitos de transmídia e enumerou os sete princípios que norteiam essa teoria. A promessa era de cinco princípios, então nós ganhamos dois de graça.

//Concept 1 : Drillability

[GLUZ] Jenkins descreve a imagem de uma parede coberta com chunks de mídia, onde cada usuário escolhe que área quer escavar. Ele admite que poucas pessoas escavam com maior profundidade, mas são justamente esses os fãs que gastam mais tempo e energia escavando.

[DMIGNANI] Neste momento Jenkins fez uma reflexão com a platéia sobre o que é mais interessante: drillability x spreadable . É melhor que o seu conteúdo tenha menos fãs , mas muito mais intensos e engajados, ou que o seu conteúdo possa ser espalhado para o maior número de pessoas possíveis? Rolou discussão sem conclusão, mas o Jenkins pendeu para o lado mais profundo. Já a VP da BBC, se chegou mais para o lado da ampliação de público.Compreensível.

[TAMBAROTTI] Aqui uma discussão importante foi como achar o equilíbrio entre manter os fãs MUITO engajados e abrir espaço para novos fãs – sem deixar bobo para o primeiro e sem deixar hermético para o segundo. O caso Bruxa de Blair ajuda a entender. Quando a ‘Bruxa’ estava solta apenas no burburinho da web, a comunidade Blair With Project tinha cerca de mil adeptos fervorosos, todos muito engajados. Com o sucesso do filme, gente nova apareceu. A maneira inteligente encontrada para manter os dois públicos interessados e atuantes foi criar um novo ambiente para os fãs hardcore, assim os recém-chegados não ‘estragariam’ a festa de quem estava ali há mais tempo.

// Concept 2: Continuity vs Multiplicity

[GLUZ] São duas abordagem de transmedia storytelling. A continuidade ocorre quando a trama é levada pra outra plataforma de mídia na mesma abordagem. A multiplicidade explora novas faces da mesma grande trama, muitas vezes modificando características da história original.

Um exemplo de multiplicidade citado foi a franquia Homem Aranha. Na HQ do Homem Aranha na Índia, o protagonista nasce em Bombay e os cenários são cidades indianas. Na revista do Aranha Teen, a abordagem é mais romântica.

[DMIGNANI] Este conceito esquentou a plateia e levantou a questão da  propriedade dos autores. Quando esta multiplicidade se dá por conta dos fãs e usuários,a discussão gira em torno de  como eles se sentem e enxergam perdendo o controle sobre a sua obra . Por um lado, isso é o melhor dos mundos, e a prova máxima de um sucesso. Por outro lado, a monetização indo por água abaixo. Mais uma vez, no conclusion. Alguém pediu um advogado no painel.

[TAMBAROTTI] Jenkins vê oportunidades no conceito de Multiplicidade. Acha que a transformação de personagens sob outras luzes é pouco explorada, apesar de observar que alguns irreverentes e bons exemplos já começam a surgir. O exemplo citado foi a adaptação do clássico “Orgulho e Preconceito”, da Jane Austen, que virou “Orgulho e Preconceito e Zumbis”. O livro já é comercializado e o autor da adaptação assinou seu nome ao lado do nome de Austen. A capa é muito boa!

// Concept 3: Imersion / Extratability

[TAMBAROTTI] Esses dois conceitos foram exemplificados com o fenômeno do Cosplay – os personagens são extraídos de seu ‘habitat natural’ e passam a conviver no ‘mundo real’. Outro exemplo que vem à mente de imediato é a obsessão infinita dos fãs de ‘Star Wars’, com as fantasias e encenações em dias de estreias e convenções mundo afora. Ou num casamento.

[DMIGNANI] Este conceito seria o coração do mix de marketing , segundo Jenkins, e o Japão é o país que mais consegue produzir exemplos ( como o Cosplay citado pelo Tamba) .

// Concept 4: World Building

Capela Sisitina[GLUZ] A construção de um universo. Jenkins mostrou uma espécie de organograma do X-man, com todos os personagens, com seus relacionamentos entre si, poderes e características. Outro exemplo semelhante mostrava todas as espécies de Pokemon, com seus poderes e fraquezas.

O teto da Capela Sistina também apresenta um universo, com seus personagens e histórias, em oposição a um quadro que representa determinado(s) personagem(ns) em contexto específico. Por fim, Jenkins explica que o Universo de “O Mágico de OZ” é muito mais amplo do que o que representado no filme de 1939, mas acabou deixado pra segundo plano.


[TAMBAROTTI] Os anúncios do ‘Distrito 9’ (com os bancos sinalizando Proibido ETs) e o sangue do ‘True Blood’ (ponto essencial da trama da série) à venda em lojas são os casos recentes mais emblemáticos desse World Building. E eu acrescento aqui o ainda não lançado ‘Avatar’, do James Cameron, cuja premissa inicial era a de que a ação do filme acontecesse num mundo próprio, com idioma, costumes e andamento peculiares – os dias no mundo de ‘Avatar’ têm mais horas do que o nosso, por exemplo. Cameron quer desbancar a mítica de ‘Star Wars’.

[DMIGNANI] O pensamento por trás do conceito é : a estória é só o começo de tudo.  O mundo tem muito mais estórias a serem contadas que um filme ou série de TV . Os FarmVille estão aí. L Frank Baum é um exemplo de World Builder: existem mais de 20 livros do Mágico de OZ e a maior parte deles não tem a personagem Dorothy.

// Concept 5: Seriality

[GLUZ] Grandes histórias que são quebradas em episódios, permitem que a experiência seja complementada com antecipações e especulações entre os episódios. Cada ciclo que separa dois episódios permite que os usuários atuem sobre o conteúdo, formulando hipóteses, refletindo e debatendo sobre o que passou e o que pode vir pela frente.

Pra mostrar como o conceito é antigo, Jenkins mostrou um texto de 1845 do Charles Dickens sobre serialidade.

[TAMBAROTTI] E hoje o conceito de Seriality se espalha por diversas plataformas. Acompanha-se uma obra em diversas mídias, não mais só em TV (ou só livro, etc).

// Concept 6: Subjectivity

[GLUZ] Mostra diferentes pontos de vista da mesma história, explorando a subjetividade de cada personagem, com suas intenções e visões de mundo. Muitas vezes, quando a história pula de uma plataforma de mídia para outra, um personagem secundário vira um protagonista e vice-versa.

O exemplo citado foi o programa “Project Runway” virou “The models of Runway”, trocando-se o ponto de vista dos estilistas pelo das modelos. Na trilogia Matrix aconteceu algo semelhante.

[DMIGNANI] Esbarra no conceito da multiplicidade. Outro bom exemplo é  o comics de Heroes. A história é contada a partir dos personagens . O site de 2012 traz a ciência que se baseou e o backstage da produção.

// Concept 7: Performance

[GLUZ] Quando o fã se apropria da história, remixando um de seus elementos, e criando algo novo. “The Hunt for Gollum” é um filme que um fã fez em cima dos apêndices do livro “O Senhor dos Anéis”.  Star Wars Uncut é uma re-criação coletiva de “Star Wars: A New Hope” em que os usuários são chamados a refilmar pequenas cenas de 15 segundos. Outros exemplos citados foram as festas e performances de rua com fãs vestidos com figurinos de Star Wars, Star Trek, V for Vendetta, e outros.

[TAMBAROTTI] ‘Glee’ é um bom exemplo de como uma história apropriada por fãs segura uma obra. A série é caída, caída. São os números musicais – e as apropriações feitas pelos usuários – que a fazem valer a pena. E vender enormemente no iTunes.

//

[DMIGNANI] Por fim , houve uma pergunta se transmedia servia mais para ficção. Rolaram alguns exemplos que reforçavam e contrariavam a pergunta, mas Jenkis finalizou a conversa dizendo que o maior exemplo de transmedia em 2008 foi BARACK OBAMA.

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FUTURES OF ENTERTAINMENT 4

In Uncategorized on 07/12/2009 by futuresofog Marcado: , , ,

O evento é organizado pelo C3 – Convergence Culture Consortium, departamento do MIT, em Boston. É capitaneado pelo Henry Jenkins, autor do livro ‘Cultura da Convergência’, já lançado no Brasil.

O FOE examina e reflete sobre os novos caminhos que o mercado está tomando por conta da galopante integração entre conteúdo e marcas através das mais diferentes plataformas de mídias. E também por conta da presença cada vez maior dos consumidores no fluxo de produção e consumo dessa ‘mídia’.

O C3 se alia com pesquisadores, pensadores e empresas com o objetivo de entender e desenhar estratégias para inovar e sobreviver neste novo cenário. A DGCORP já conversa há algum tempo com o Jenkins com a finalidade de tornar a nossa empresa uma das patrocinadoras do C3, além de  trazê-lo para workshop na TVGlobo. O benefício em ser patrocinador é poder ter acesso aos estudos do C3, e também , encomendar estudos específicos para as OGs.

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Impressões Gerais 1: o lugar

In painéis on 25/11/2009 by futuresofog

MIT, Cambridge/Boston, MA, USA.
1º Dia, sexta, 20/11: E25-111 (MIT Medical Center – 1st Floor)
2º Dia, sábado, 21/11: E51-345 (Tang Center – 3rd Floor)

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Organizações Globo no FOE4

In Uncategorized on 25/11/2009 by futuresofog

Quem estava lá:

+ DGCORP : Cinthia de Moraes, Manuela Faria

+ MULTISHOW: Daniela Mignani, Daniel Tambaroti

+ GNT: Fabiana Gabriel

+ NOVAS MÍDIAS GSAT: Marcelo Gluz e Nando Pereira

+ Fundação Roberto Marinho: Gustavo

+ GLOBO.COM: Marilica Esteves e Patricia Fontes
+ TV GLOBO: Marcelo Duarte, Luis Fernando Lima