Archive for the ‘painéis’ Category

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PAINEL: Free? Contemporary Media Business Models

In painéis on 21/01/2010 por futuresofog Marcado: , ,

Da Long Tail ao conceito de Free (Chris Anderson, Wired) – os conceitos e teorias abundam. Mas a pergunta continua a mesma: como ganhar dinheiro com projetos transmídia? Algumas ideias e sugestões de modelos de negócio foram discutidos neste painel, o último do evento.

Moderador: Nancy Baym– University of Kansas;

Mesa: Lara Lee – Principal, Jump AssociatesMark Zagorski – Chief Revenue Officer, eXelate Media; Seth Arenstein – Editorial Director/Assistant Vice President, Cable FaxPaul Dalen – Owner, Reverse Thread; David Spitz, WPP

[TAMBAROTTI] Paul Dalen foi das figuras mais relevantes do painel, uma vez que ele conseguiu sobressair numa indústria profundamente afetada pela internet: a fonográfica. Ele é dono de um selo e empresário de meia dúzia de artistas, entre eles a cantora Jill Sobule. Com coragem e um certo faro para negócio, resolveu encampar a ideia de Jill, que lançou uma campanha na web para arrecadar $$$ para seu novo disco (Jill fez um certo sucesso numa camada semiunderground há alguns anos e depois, por conta das baixas vendas, foi dispensada pela sua gravadora, uma major).

Segundo Dalen, como Jill sempre foi engraçado, aparece bem no vídeo e é bem articulada, o dindim começou a aparecer. E para cada valor, um “status”. Para cada US$ 10, o direito de baixar o álbum. Por $25 você levava o CD semanas antes do lançamento $200 te davam um passe livre para os shows da moça em durante o ano de 2008. O valor máximo era de $10 mil, e aí você poderia cantar e tocar com Jill em algumas das músicas do CD.

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PAINEL: Unboxing the Medium

In painéis on 21/01/2010 por futuresofog Marcado: , ,

Quando a televisão é entregue online ela ainda é televisão? Quando o rádio chega via podcast, ainda podemos chamá-lo de rádio? A convergência de todos esses meios nos obriga a repensar definições clássicas e os limites entre um e outro. Coko fazer para entender melhor esse novo cenário? Esta foram algumas das perguntas que este painel tentou responder.

Moderador: Joshua Green – Research Manager, Convergence Culture Consortium;

Mesa: Dan Goldman– Illustrator of Shooting War (Grand Central Publishing [US] and Weidenfeld & Nicolson [UK]); Jennifer Holt – UC Santa Barbara, co-editor of Media Industries (Wiley-Blackwell); Brian Larkin – Milbank Barnard College; Avner Ronen – CEO & Co-founder, Boxee

[TAMBAROTTI] Um dos personagens mais bacanas da mesa foi o CEO da Boxee, Avner Ronen. Concordo com Ronen quando ele diz que “quando as coisas se conectam, tudo muda”. O maior impacto vai ser no processo criativo, uma vez que o modelo em que toda a indústria está baseado está ruindo. E ele ainda reforçou dizendo que uma vez que a plataforma muda, tudo muda (clássico efeito dominó).

Outro ponto que mostra a força da indústria de quadrinhos em conteúdo transmídia é o exemplo do Dan Goldman, que iniciou seu “Shooting War” postando trechos da história semanalmente. O sucesso foi grande, bateu o resultado das distribuidoras “tradicionais” e migrou para o “mundo real”. Detalhe: ele fez questão de frisar que não faz quadrinhos na web como uma simples forma de substituir as tiras de humor publicadas aos domingos.

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FOE: Producing Transmedia Experiences – Participation & Play

In painéis on 07/01/2010 por futuresofog Marcado: , ,

Este painel teve o objetivo de tentar descobrir as reais e consequencias e fronteiras da participação do usuário (engajado) numa experiência transmídia. Uma vez que decisões e caminhos tomados por esse usuário são de importância capital para o futuro de um projeto.

Moderador: Ivan Askwith – Director of Strategy, Big Spaceship;

Mesa: Frank RoseWired contributor and author of Welcome to the Hyperdrome (W. W. Norton, forthcoming); Jordan Weisman – CEO and Founder, Smith & Tinker; Louisa Stein – San Diego State University; Mia Consalvo – MIT; Ken EklundWriterguy, World Without Oil

[TAMBAROTTI] Tendo como base os Alternate Reality Games (ARG), que têm no seu centro nervoso a participação e o engajamento completo do usuário, a pergunta a ser feita é: como preparar tais projetos interativos e que requerem tal grau de participação? Qual seu papel no cenário maior dos experimentos transmídia?

Frank Rose, da Wired, se mostrou reticente e acha que é tudo muito novo ainda, sem condições de termos entendido por completo o que a internet pode nos oferecer de opções. Ele argumentou dizendo que toda mídia nova leva de 20 a 30 anos para que tenhamos a noção total de suas possibilidades. E com a internet não está sendo diferente.

De qualquer maneira, a presença do fã foi considerada fundamental para qualquer iniciatica de sucesso nessa área. É necessário haver uma massa crítica inicial para estimular a participação. Exemplos citados: ‘Mad Men’ (com uma base grande de twitteiros) e ‘Lois & Clark’, seriado cujos fãs criaram histórias paralelas – mesmo com o fim da obra – e, mais que isso, criaram também uma cerimônia para premiar as melhores histórias. Frank Rose vê um futuro: de um lado, completo controle autoral. De outro, fãs se apropriando e criando suas próprias histórias.

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PAINEL: The ROI of ROFL – Why Understanding Popular Culture Should Matter to the C-Suite

In painéis on 18/12/2009 por futuresofog Marcado: , , ,

O painel discutiu a existência, relevância e importância (ou não) do Chief Culture Officer – CCO. Esta é uma função nova e polêmica, e quem ocupa esta vaga passa a ser o responsável por trazer novas ideias, tendências e caminhos do mercado. O custo disso esbarra nos bilhões e nem sempre o resultado faz a empresa compreender seu (novo) papel.

Moderador: William Uricchio – Principal Investigator, Convergence Culture Consortium;

Mesa: Grant McCrackenChief Culture Officer: How to Create a Living, Breathing Corporation (Basic Books); Sam Ford – Director of Customer Insights, Peppercom, and C3 Research Affiliate; Jane Shattuc – Emerson College; Leora Kornfeld – Research Associate, Harvard Business School

[TAMBAROTTI] As discussões aqui foram quase etéreas – no bom sentido -, uma vez que essa função não tem sua atuação nem limites claros. O ponto mais delicado ficou por conta de se identificar o ponto de equilíbrio uma vez que esse funcionário está trabalhando numa big corp. Se o trend hunter foi achado no mercado e agora tem a responsabilidade de ‘modernizar’ a empresa, até quando vai a data de validade? Até quando ele vai evitar ser fagocitado pelo cotidiano (e consequentemente perder esse perfil ‘cool’)?

Outro detalhe apontado por Jenkins: como assim você vai ‘ensinar’ cultura para alguém? Não existe isso de parar no meio do dia e falar: ‘Hum, agora vou aprender cultura’. Cultura se adquire de qualquer outra maneira, menos assim.

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PAINEL: Transmedia for Social Change

In painéis on 17/12/2009 por futuresofog

A mesa tentou mostrar como os modelos transmídia podem colaborar com causas sociais e ajudar a melhorar o mundo – desde as causas green tão em voga atualmente como as de influência política em países da África, por exemplo. O tom dos palestrantes era bem ‘We are the world’.

Moderador: Henry Jenkins – Provost’s Professor of Communication, Journalism and Cinematic Arts, USC

Mesa: Stephen Duncombe – NYU, author of Dream: Re-Imagining Progressive Politics in the Age of Fantasy (The New Press); Andrew Slack – The Harry Potter AllianceNoessa HigaVisionaire MediaLorraine Sammy – Co-creator RacebendingJedidiah Jenkins-Director of Public & Media Relations, Invisible Children

[TAMBAROTTI] My two cents: as causas ganham força desde que atreladas a uma marca conhecida. O exemplo mais emblemático foi a utilização do Harry Potter para isso – o primeiro livro começa com uma manifestação de um grupo ativista.

A estratégia foi divulgar uma determinada causa entre os fãs do Harry Potter, e deu certo – os fãs se engajaram na causa. Além disso, gera mídia espontânea. É curioso ver um grupo de fãs do bruxo teen lutando por uma causa alheia, e isso rende pauta.

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PAINEL: Transmedia Design and Conceptualization – The Making of Purefold

In painéis on 17/12/2009 por futuresofog

Este painel teve o objetivo de examinar e discutir a criação do Purefold, uma narrativa transmídia que tem a intenção de dar continuidade à história do filme ‘Blade Runner’. O projeto é uma colaboração da Free Scott, dos irmãos Tony e Ridley Scott, com o estúdio independente Ag8.
Moderador: – Gambit-MIT;

Mesa: Co-founder of Ag8Tom Himpe – Co-founder of Ag8Mauricio Mota – Chief Storytelling Officer, co-founder The Alchemists; C3 Consulting Practitioner; Leo Sa – Petrobras

[TAMBAROTTI] Este talvez tenha sido o painel mais decepcionante. Por conta do nome dos envolvidos e da obra a ser tratada, a expectativa era muito grande. Eles falaram de alguns cases que fizeram para Ford e Adidas, mas sobre o conceito e a produção do tal ‘Purefold’ mesmo pouco ou nada se falou.

Mas acho que vale dizer que antes de dar o start numa produção dessas, eles fazem questão de ouvir o que as pessoas têm a dizer, envolvem mais gente antes de começar a escrever. E usam muito as redes sociais para isso.

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PAINEL – Changing audiences, changing methodologies

In painéis on 11/12/2009 por futuresofog Marcado: , , ,

A novidade do conceito transmedia vem forçando os pesquisadores e institutos de pesquisa a mudar seus conceitos no que diz respeito a perfil do telespectador e números de audiência. Uma vez que o conteúdo transmedia permite o engajamento do consumidor em diferentes níveis, essa mudança de comportamento se mostra vital.

Moderador: Eleanor Baird –Director, Partnerships & Analytics, Tube Mogul

Mesa: JuYoung Lee – Co-Founder & Chief Scientist, ACE Metrix; David Spitz – Director of Business Development, WPP; Trapper Markelz – VP Products, GamerDNA; Joel Rubinson – Chief Research Officer, The ARF; Jack Wakshlag – Chief Research Officer, Turner Broadcasting System, Inc.

[DMIGNANI] How long?; how many? ;  how often? Três perguntas repetidas inúmeras vezes durante o painel por Jack Wakshlag. Ele foi o figuraça do dia. Republicano com a maior má vontade de olhar para o futuro e fazer alguma concessão com o painel. Ele diz que só considera qualquer métrica se responder a estas 3 perguntas – seja TV, mobile ou web. Web e mobile tem métricas individuais e muito mais ricas que TV, mas não respondem as 3 perguntas acima, segundo ele. Portanto, desqualifica tudo de novo que está por aí ( socorro).

Vou focar apenas nele e deixar meus amigos falarem do resto. Quem é Jack?

(1) nós não acreditamos no que as pessoas nos dizem ( se não ninguém teria assistido ao julgamento de OJ ) >> temos empresas nos ajudando a descobrir as decisões não conscientes dos consumidores, e só desta forma conseguiremos ter informações de fato. Perguntar para as pessoas, não nos ajuda. Precisamos ir fundo. Faz sentido — vivemos esta angústia em nossas pesquisas por aqui.

(2) uma pessoa gasta em média 35h semanais assistindo TV e 6h on line. Para on line vídeo são 3 horas/mês e metade disso no YTube em formato curto e depois Hulu. Nenhum dos dois tem 1 real de lucro. Este é o mundo que eu vivo e todos ainda tem que lidar com ad impressions, time spent etc. Esta é a realidade : 95% é TV e 4% é timeshifted. As pessoas estão cada vez mais interessadas em cross plattaform sim . Os heavy-users da CNN.com são heavy-users da CNN. Ok, mas este é o presente, estamos aqui para vislumbrar o futuro que já está a caminho …

(3) Nós monitoramos tudo , facebook, twitter , blogs etc. Não podemos desconsiderar o feedback da nossa audiência, pois este é o nosso negócio. Temos um time de 140 pessoas, que tem como missão transformar dados em informação e transformar em conhecimento. Os acionistas não querem ver dados e sim,  o pulo do gato que só a informação traz. Super estrutura e ainda não chegaram lá. Uma dica: researchexcellence.com, traz estudos multiplataforma em larga escala .

(4) Para finalizar, a maior das contradições: pergunta da plateia – vc consegue responder as 3 perguntas, com os dados da Nielsen?? Vc pode generalizar a amostra de 18k? E Jack responde … não é o melhor , mas é o que temos. Vai entender?

[TAMBAROTTI] Um ponto importante foi colocado no painel de perguntas e levado para a mesa: se você conseguisse quantificar o engajamento, vc conseguiria inovar o negócio?

Jack mais uma vez deu porrada ao dizer que nos enganamos ao achar que projetos nichados servem de modelo. Ele generalisou e disse  que grandes marcas geram mais engajamento do que as pequenas. Coca-Cola é Coca-Cola. Marcas grandes de sucesso têm approach diferente.

Indo contra as opiniões preto-no-branco de Jack, Ju Young Lee abriu o horizonte e disse que há maneiras de se fazer as perguntas durante uma pesquisa para se conseguir respostas que não apenas as racionais. Segundo ele, a Innerscope é ótima para medir reações, mas é muito difícil atrair as pessoas para participar desse tipo de estudo. Medo do desconhecido é uma das razões que te levam às marcas grandes.